Quinta-feira, Abril 30, 2026
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Operação prende membros de facção por matar estuprador, queimar e jogar corpo no rio

A Polícia Civil deflagrou na manhã de hoje (29) a Operação Sem Rastros e cumpriu 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, crime ocorrido em fevereiro de 2026 no município de Araputanga (353 km de Cuiabá), contra um suspeito de praticar estupro. O corpo foi queimado e jogado no Rio Jauru.

Ao todo, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, um de internação provisória, quatro de busca e apreensão e quatro de quebra de sigilo telefônico, expedidos pela Vara Única de Araputanga. As ações ocorrem nas cidades de Araputanga, Indiavaí, Cáceres e Figueirópolis D’Oeste.

As investigações começaram após o registro do desaparecimento da vítima, vista pela última vez em 20 de fevereiro. Após cerca de dois meses de apuração, a polícia identificou cinco suspeitos com participação direta no crime. Durante o inquérito, foram reunidos depoimentos, relatórios, além de áudios e vídeos que confirmariam o envolvimento do grupo.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima vinha sendo ameaçada por integrantes da facção, sob suspeita de ter cometido um crime de natureza sexual. No dia do homicídio, ela teria sido atraída para uma emboscada na casa de um dos investigados. Em seguida, foi levada até as margens do Rio Jauru, onde foi morta com um golpe de faca no pescoço.

Após o assassinato, os criminosos teriam incendiado o corpo e o jogado no rio, na tentativa de dificultar as investigações. Um dos investigados, que utilizava tornozeleira eletrônica, rompeu o dispositivo após o crime e fugiu em direção a Cáceres.

As buscas pelo corpo e a coleta de provas contaram com apoio do Corpo de Bombeiros e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à tentativa dos criminosos de eliminar vestígios do crime. A ação integra o planejamento estratégico da instituição para 2026, dentro da Operação Pharus e do programa Tolerância Zero, voltados ao combate às facções criminosas.

A ofensiva também faz parte da Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne unidades especializadas de todo o país no enfrentamento ao crime organizado.

REPORTER MT

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