O MPRO e Forças de Segurança deflagram Operação Audácia X em quatro estados da Federação nesta terça-feira (23/6), em uma ação integrada que mobilizou mais de 100 agentes para o cumprimento de mandados judiciais e o enfrentamento ao crime organizado com atuação interestadual.
A operação envolve o Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Gaeco, em conjunto com a Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Polícia Militar (PMRO), Polícia Civil (PCRO), Polícia Técnico-Científica (Politec) e Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), além de forças de outros estados como Acre, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
De acordo com as informações oficiais, a Operação Audácia X tem como objetivo o cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão, expedidos pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho. As ordens judiciais são resultado de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) que apura a atuação de uma suposta organização criminosa em Rondônia e outros estados.
As diligências ocorrem nos municípios de Porto Velho e Ji-Paraná, em Rondônia, além de Rio Branco, Campo Grande e São Paulo, com foco também na recaptura de foragidos da Justiça e no cumprimento de ordens registradas no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). Durante a operação, também podem ser registrados flagrantes relacionados a crimes como tráfico de drogas, posse ilegal de armas, receptação e outros delitos.
A ação contou ainda com apoio de setores de inteligência e unidades especializadas, como o Centro de Inteligência da PMRO, a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado, o Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (Gape) e órgãos equivalentes de outros estados, ampliando o alcance operacional da ofensiva.
O nome da operação, segundo as autoridades, faz referência ao comportamento de investigados que utilizariam redes sociais para ostentar armas de fogo, dinheiro e vínculos com facções criminosas, desafiando instituições de segurança e demonstrando, segundo a investigação, uma tentativa de intimidação e domínio territorial.
A apuração segue sob responsabilidade do MPRO e das forças de segurança envolvidas, que continuam analisando provas e desdobramentos da operação em diferentes estados.
Por MPRO


